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EDP e Banco Alimentar foram os grandes vencedores da Iª edição
do Prémio Cidadania das Empresas e Organizações 2006
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A EDP e o Banco Alimentar de Lisboa foram os grandes vencedores da Iª Edição do
Prémio Cidadania das Empresas e Organizações, promovido pela AESE e pela PricewaterhouseCoopers,
em parceria com a revista Exame.
”Pensar em cidadania” é para José Ramalho Fontes, Director-Geral
da AESE, colocar o acento tóniconas pessoas. Um dirigente que se preocupa com a
sustentabilidade é um "bom cidadão”. As empresas reflectem as boas opções de
um dirigente. Esta iniciativa é portanto inovadora na medida em que distingue as
boas práticas de todos os “parceiros interessados”.
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Alguns dados do estudo
A análise efectuada às empresas participantes na Iª Edição do Prémio Cidadania das
Empresas e das Organizações permite tirar algumas conclusões sobre o panorama nacional
em termos de responsabilidade social nas empresas. As 55 empresas concorrentes são
maioritariamente de grande dimensão, situadas nas áreas da Grande Lisboa e Porto,
em que 70% possuem mais de 500 trabalhadores e 90% pertencem ao sector privado.
Os ramos de actividade destas empresas são diversificados: telecomunicações, transportes,
energia, gestão de resíduos, fabricação de máquinas e equipamentos, construção,
bebidas, banca e seguros, comércio e serviços.
- Vertente Social: práticas, políticas e desempenho social (interno
e externo)
Visão Interna
Na maioria das empresas participantes as direcções são maioritariamente ocupadas
por homens. Este indicador varia muito entre diferentes sectores de
actividade, existindo empresas em que a percentagem de mulheres ronda os 70%.
Média etária dos funcionários das empresas concorrentes é de 37
anos.
Relação com a comunidade
www.millenniumbcp.pt: 80% das empresas têm práticas de mecenato, embora a percentagem
média (2002, 2003 e 2004) do volume de negócios investido em mecenato, seja inferior
a 1%.
Relação com os stakeholders: A maioria das empresas (95%) conhece
o impacto social dos seus produtos; fornece toda a informação sobre o produto ao
consumidor (85%); faz doações para programas sociais e comunitários (95%) e apoia
projectos na comunidade com o objectivo de melhorar a oferta de profissionais qualificados
provenientes de grupos habitualmente discriminados no mercado de trabalho (65%).
- Práticas e políticas sociais
Políticas Sociais: 85% têm uma política baseada
num código de ética que, geralmente, está acessível a todas as partes interessadas
sendo comunicada a todos os trabalhadores.
Certificação: 45% possuem certificação na área
social e de higiene e segurança. Destas, 40% estão certificadas de acordo com a
norma SA 8000 e 60% com a norma OHSAS 18001.
Políticas de RH: Apenas 5% das empresas não possuem
qualquer política definida, e 10% cumprem apenas o que está na lei, pagando de acordo
com as tabelas salariais definidas. De uma forma geral, as empresas valorizam os
seus trabalhadores, possuindo políticas de avaliação de desempenho, planos de formação
individual, remunerações e outros benefícios.
Direitos Humanos: A maioria das empresas tem em
consideração os impactes sobre os direitos humanos nos investimentos e tomadas de
decisão de compra, incluindo a selecção de fornecedores ou contratados seguindo
o seu Código de Ética e Modelo de Compras (80%).
Das empresas candidatas, 35% afirmam que possuem uma política
de contratação de pessoas portadoras de deficiência. No entanto, apenas
20% das empresas têm protocolos celebrados com outras entidades como o Instituto
de Emprego e Formação Profissional, Instituições Particulares de Solidariedade Social,
etc.
Todas as empresas possuem um sistema de avaliação de desempenho;
80% possuem um plano de incentivos e acompanham e avaliam periodicamente a rotatividade
dos empregados e têm uma política para minimização e melhoria desse indicador; 75%
oferecem aos empregados um seguro de saúde; 70% oferecem aos empregados auxílio
para a educação dos filhos; 65% têm um plano de carreira para cada trabalhador;
60% têm procedimentos de atracção e retenção de talentos; e 55% possuem uma política
de distribuição de resultados.
- Vertente Ambiental: práticas, políticas e desempenho ambiental
Responsabilidade verde
70% das empresas têm identificados todos os requisitos legais aplicáveis
na área do ambiente, cumprem todos os critérios estipulados por lei no que respeita
à monitorização dos parâmetros ambientais e estão em conformidade com todos os requisitos
legais. A maior parte destes 70% tem objectivos mais restritos dos que os definidos
na lei, tendo por isso um papel proactivo na gestão dos seus impactos ambientais.
80% possuem programas ambientais específicos e
têm definido um procedimento ou plano de emergência para responder à potencial ocorrência
de acidentes ou situações de emergência ambiental. 90% das empresas têm programas
delineados de redução de impactos ambientais para a água e resíduos, 80% para a
energia, 70% para efluentes e 55% para emissões atmosféricas. No conjunto, apenas
50% das empresas têm estes programas definidos para todos os aspectos ambientais
mencionados.
Aquisição de novos serviços/produtos: 85% das empresas
avaliam os requisitos ambientais de acordo com o seu código de ética de compras,
inquéritos aos fornecedores, etc., e 75% têm procedimentos específicos para minimizar
os impactos ambientais dos serviços dos fornecedores como, por exemplo, auditorias
para verificação do cumprimento dos requisitos legais e ambientais.
A contabilidade ambiental ainda está em fase de
implementação em Portugal. 20% das empresas desconhecem a directriz contabilística
29. São raras as empresas que já implementaram esta directriz ou estão em fase de
implementação.
Práticas e políticas ambientais
Práticas e políticas de gestão: 20% das empresas
não têm definida uma política, e 45% das empresas têm uma política suportada por
um sistema de gestão ambiental, documentada e assinada pela gestão de topo, que
está acessível a todas as partes interessadas e foi comunicada a todos os trabalhadores
e que deu origem a programas ambientais específicos, para a contribuição da melhoria
contínua. De referir que das empresas que têm implementado um Sistema de Gestão
Ambiental (65%), apenas 69% possuem certificação, o que corresponde a 45% do total
das empresas candidatas. Em 90% das empresas a gestão de topo designou um representante
da direcção com responsabilidades na gestão ambiental. Das empresas concorrentes,
65% investem em investigação e desenvolvimento.
Desempenho ambiental
Consumo de Recursos (2002 a 2004): a percentagem
média de redução do consumo de energia melhorou (1,51% - 3,97% - 5,66%); o consumo
médio total de água aumentou (646805 m3 – 1102775 m3 – 1126126 m3); e a percentagem
de resíduos geridos por entidades acreditadas aumentou (57% - 59% - 74%), existindo,
no ano de 2004, 50% das empresas com a totalidade dos seus resíduos geridos por
entidades acreditadas.
Separação de Resíduos: Todas as empresas concorrentes têm práticas
de separação para alguns dos resíduos: 100% separam papel e plástico; 95% pilhas
e lâmpadas; 85% metais e 55% pneus. No conjunto, 80% das empresas têm práticas de
separação para todos os resíduos separáveis mencionados.
- Economia: Governo da sociedade
O Presidente do Conselho de Administração é independente e/ou não-executivo
(30%).
Política/Estratégia de Sustentabilidade: 25% das
empresas evidenciam uma política formal de sustentabilidade. Estas empresas têm,
integrada na sua estratégia, uma orientação para o desenvolvimento sustentável nas
suas três vertentes, ambiental, social e económica, transparente para com todos
os seus stakeholders. 40% das empresas têm elaborado um relatório de sustentabilidade
mas apenas 25% são verificados por entidade externa.
30% das empresas têm um relatório de sustentabilidade elaborado
segundo as directrizes GRI – Global Reporting Initiative, 10% implementou a SA8000
– Social Accountability International.
Em 95% das empresas existe diálogo com os stakeholders, consubstanciado
em reuniões, estudos de mercado e de opinião pública, divulgação de resultados,
workshops, sites da Internet, e-mails, etc.
Código de ética /de conduta: 70% das empresas têm
um código de ética /de conduta que, na maioria dos casos, contempla os seguintes
temas: crime, corrupção e fraude; discriminação; confidencialidade da informação;
segurança dos sócios, colaboradores e clientes; ambiente, higiene e segurança e
medidas de alerta.
75% têm um departamento com políticas definidas responsável pela
gestão de risco na empresa, e 65% têm um departamento/comité de auditoria interna.
Volume de negócios (2003 e 2004): Crescimento de 4,8% da média
obtida, no conjunto das empresas, em cada ano.
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