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Cerimónia de entrega de prémios da 2ª Edição do Prémio Cidadania
das Empresas e Organizações 2007
No dia 21 de Junho de 2007 realizou-se, no auditório da AESE, a
cerimónia de entrega de prémios da 2ª Edição do Prémio Cidadania das Empresas e
Organizações, iniciativa promovida pela PricewaterhouseCoopers e a AESE, em parceria
com a revista Exame.
A EDP, UNICER e TNT foram os grandes vencedores da 2ª edição do
prémio cidadania das empresas e organizações 2007. Na categoria de ONG os vencedores
foram o Banco Alimentar de Lisboa, a AMI e a Associação Socio-cultural de Trás os
Montes.
Este ano a entrega do Prémio de Cidadania contou com a inclusão de mais categorias
de prémios pois levámos em linha de conta as dimensões das Empresas. Além do prémio
para a categoria de “Empresas” e “ONG” o júri dicidiu atribuir menções honrosas
às empresas em cada uma das componentes analisadas (Económica, Social e Ambiental).
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A Menção Honrosa na área económica foi para a Efacec e Portugal
Telecom, na área social foi para a IBM, BCP e Grupo Auchan e na social foi para
a Vodafone.
Este ano tivemos 98 empresas que mostraram o seu interesse em concorrer ao Prémio
tendo sido apurada uma shortlist de 12 finalistas que foram objecto de
análise pelo júri deste prémio.
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Das 42 ONG, 19 constituíram a shortlist. Além das premiadas já referidas,
gostaríamos de mencionar as finalistas que merecem o nosso destaque pelo seu empenho
e valor em termos sociais, económicos e ambientais. São elas a Associação para a
Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados da Lousã, Associação Social Recreativa da
Juventude de Vila-Fonche, Centro Social de Foz do Douro, Centro Social e Paroquial
de Macieira, Fundação de Serralves, Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária
e Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior.
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Alguns dados estatísticos da 2ª Edição do Prémio CEO
As empresas participantes na primeira edição do Prémio, em 2006, foram 55. Na 2ª
edição do Prémio, inscreveram-se 98 empresas. Destas, 28 apresentaram os questionários
devidamente preenchidos e é sobre esses resultados que apresentamos os seguintes
dados:
- Desempenho Social
Visão Interna
Este capítulo pretende avaliar as práticas globais das organizações em matéria
de questões sociais internas, nomeadamente em questões relevantes tais
como: oportunidades de ascensão das mulheres a postos de chefia, despedimentos,
acidentes de trabalho e doenças profissionais. A média dasempresas atingiu 70% sendo
que o máximo obtido foi 95%.
Relação com a Comunidade
A prática de mecenato parece bastante comum nas empresas portuguesas
mais sustentáveis, mas este ano 25% das empresas indica não ter práticas de mecenato,
o que representa um decréscimo relativamente à primeira edição do prémio.
A percentagem de investimento média (2003, 2004, 2005) é, à semelhança
do ano passado inferior a 1% do orçamento (Não é fácil mensurar os custos com mecenato
de forma inequívoca porque algumas empresas remetem esta actividade para as suas
Fundações. Deste modo não conseguimos determinar um valor absoluto de investimento
em mecenato por parte das empresas concorrentes).
Em termos de relação com os stakeholders, a maioria das empresas
(95%) conhece o impacto social dos seus produtos; (54%) verifica periodicamente
as práticas de políticas sociais dos seus fornecedores; (54%) assegura o serviço
pós-venda em países onde são vendidos os seus produtos; faz doações para programas
sociais e comunitários (89% dos casos) e apoia projectos na comunidade com o objectivo
de melhorar a oferta de profissionais qualificados provenientes de grupos usualmente
discriminados no mercado de trabalho (61% dos casos).
- Práticas e Políticas Sociais
Existe um dispersão considerável de realidades em matéria de sistemas de gestão
das questões sociais, nestas questões as empresas candidatas não apresentam
homogeneidade.
É interessante referir que 82% das empresas concorrentes tem uma política por
base num código de ética que, geralmente, está acessível a todas as
partes interessadas sendo comunicada a todos os trabalhadores.
No conjunto das empresas concorrentes, 32% possuem certificação na área social
e de higiene e segurança. Destas, 56% estão certificadas de acordo
com a norma OHSAS 18001.
Por último, na área social, a gestão dos aspectos sociais internos na relação
da organização com os trabalhadores, a realidade também é bastante
heterogénea - 29% das empresas atingiram a pontuação máxima de 100%, e a média ficou-se
pelos 72%.
57% das empresas tem em consideração os impactes sobre os direitos humanos
nos investimentos e tomadas de decisão de compra, incluindo a selecção de fornecedores
ou contratados seguindo o seu Código de Ética e Modelo de Compras. Das empresas
candidatas, 32% afirmam que possuem uma política de contratação de pessoas portadoras
de deficiência. Relativamente a políticas explícitas de não-discriminação (quanto
à raça, género, idade,etc) política salarial, na admissão, na promoção, na formação
e na demissão de empregados, 32% das empresas não possuem uma política definida
e formal, estando, nas restantes, contemplada no Código de Ética de cada empresa.
Na avaliação deste grupo conclui-se ainda que 86% das empresas possui um sistema
de avaliação de desempenho; 71% possui um plano de incentivos e acompanha
e avalia periodicamente a rotatividade dos empregados e tem uma política para minimização
e melhoria desse indicador; 93% oferece aos empregados um seguro de saúde; 71% oferece
aos empregados auxílio para a educação dos filhos; 61% tem um plano de carreira
para cada trabalhador; 75% tem um procedimento de atracção e retenção de talentos;
e 61% possui uma política de distribuição de resultados.
- Ambiente
Estrutura de Responsabilidade
Em 2007 a % de empresas com pontuação máxima de 100% caiu de 30% para 21%. A média
de pontuações ficou-se pelos 79%. Relativamente à implementação de medidas para
minimização dos impactes ambientais dos seus produtos de cada empresa,
71% possui programas ambientais específicos e tem definido um procedimento ou plano
de emergência para responder a situações potenciais de ocorrência de acidentes ou
situações de emergência ambientais.
Contabilidade Ambiental
A contabilidade ambiental ainda está em fase de implementação em Portugal. 39% das
empresas conhece a directriz contabilística 29 e já a implementaram ou estão em
fase de implementação.
Práticas e Políticas Ambientais
Este grupo de questões também é bastante heterogéneo. A classificação máxima de
100% foi obtida por 14% das empresas e a média ficou-se pelos 67%. Relativamente
a práticas e políticas de gestão, 29% das empresas não tem definida
uma política, e 54% das empresas tem uma política suportada por um sistema de gestão
ambiental. Das empresas que nos entregaram o questionário, 50% investe em investigação
e desenvolvimento.
Desempenho Ambiental
Consumo de Energia 2004 - 2005: Aumento de 8% (valor apurado junto
das empresas que cederam dados e corrigido de “outliars”)
Consumo de Água 2005: Redução média de 6 a 7%.
% de Resíduos tratados por entidades acreditadas: 64% contando
as “não respostas” como zero; e 96% das 18 respostas que foram obtidas.
Reutilização de Água: 18% -> melhoria face à edição do ano anterior!
- Governo da Sociedade
O Presidente do conselho de administração é independente e/ou não-executivo
em 54% do conjunto total das empresas.
Quanto à existência de uma Política/Estratégia de Sustentabilidade,
68% das empresas evidenciam uma política formal de sustentabilidade (acréscimo significativo
face ao ano anterior). De referir que 46% das empresas concorrentes tem elaborado
um relatório de sustentabilidade dos quais 54% são verificados por entidade externa.
No conjunto das empresas candidatas, 75% tem um departamento com políticas definidas
responsável pela gestão de risco na empresa, e 79% tem um departamento/comité de
auditoria interna.
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